Sergipe
Caso 5: Namastê – Aracaju, SE

Os negócios sociais vêm sendo considerados uma das maiores tendências no mercado de inovação. Foram, inclusive, tema de um fórum no último Campus Party Recife, que aconteceu de 17 a 21 de julho deste ano. O assunto representa uma mudança no modelo mental dos empreendedores e não apenas um modismo.

Várias empresas estão sendo criadas com essa nova mentalidade, sem o intuito puro de maximizar o lucro. Além do surgimento desses novos empreendimentos, há também um movimento de transição de iniciativas do segundo e terceiro setores. São empresas tradicionais criando uma cultura de capitalismo consciente e ONGs buscando sua sustentabilidade financeira.

Essa mudança de mentalidade é, na maior parte das vezes, acompanhada de fortes conflitos, como a busca por rentabilidade financeira de alguém com o lado social tão enraizado em seu DNA.

Débora Silva, 48, empresária, com especialização em agricultura biodinâmica, conta a história da sua empresa, Namastê, fundada com um forte lado filantrópico e grande impacto social.

Mas, para garantir a sustentabilidade financeira do seu empreendimento, ela viu-se obrigada a mudar o seu modelo de negócio.

A Namastê é uma produtora de chás e especiarias orgânicas, localizada em Nossa Senhora do Socorro, Sergipe, a 20 km de Aracaju.

A carreira empreendedora de Débora iniciou-se cedo, quando ela tinha 17 anos, na sua empresa de instalação de redes de TI (Tecnologia da Informação). O negócio vivia uma boa fase, com 60 funcionários e boa renda. Porém, para Débora, cada vez menos fazia sentido dedicar-se a todo esse trabalho somente para obter retorno financeiro.